
Olá, como estão todos?
No post de hoje, trago uma mensagem que tirei do livro que estou lendo (A Cabana), para nos fazer refletir sobre o que nos faz dizer que uma coisa é boa ou ruim, uma das questões muito interessantes abordadas no livro.
Não sei se todos já ouviram falar ou se já tiveram a oportunidade de ler. Caso não tenham lido, recomendo com todas as minhas forças, pois é um livro que nos faz refletir sobre a vida, morte, sofrimento, perdão, fé e redenção.
Segue a passagem do livro:
“Quando algo lhe acontece, como você determina se é uma coisa boa ou ruim?
Mack pensou um momento antes de responder.
— Bom, na verdade nunca pensei nisso. Acho que eu diria que algo é bom quando eu gosto, quando faz com que eu me sinta bem ou me dá um sentimento de segurança. Por outro lado, eu diria que uma coisa é ruim se me causa dor ou custa algo que eu quero.
— Então é bastante subjetivo?
— Acho que sim.
— E até que ponto você confia em sua capacidade de discernir o que é bom ou o que é ruim para você?
— Para ser honesto, acho que tenho razão de ficar com raiva quando alguém ameaça o que eu considero "bom", o que eu acho que mereço. Mas não sei realmente se existe algum fundamento lógico para decidir o que é bom ou ruim, a não ser o modo como algo ou alguém me afeta. - Ele parou para descansar e recuperar o fôlego. — Tudo parece relacionado comigo e com meus interesses, acho. E minha ficha também não é das melhores. Algumas coisas que eu inicialmente achava boas acabaram sendo terrivelmente destrutivas, e outras que eu achava ruins, bem, acabaram sendo... Ele hesitou antes de finalizar o pensamento, mas Sarayu o interrompeu.
— Então é você que determina o que é bom e o que é ruim. Você se torna o juiz. E, para tornar as coisas ainda mais confusas, aquilo que você determina que seja bom acaba mudando com o tempo e as circunstâncias. E, pior ainda, há bilhões de vocês, cada um determinando o que é bom e o que é ruim. Assim, quando o seu bom e o seu ruim se chocam com os do vizinho, seguem-se brigas, discussões e até guerras.”
Nesse pequeno trecho, pude avaliar muitas coisas a respeito da vida.
1. Então, porque temos a sensação que estamos no centro do universo? Ou seja, por que achamos que uma coisa é boa quando nos agrada e ruim quando não nos agrada? O que pode ser ruim para mim pode ser bom para você e vice-versa, não é?
2. Por que, mesmo fazendo com que a situação aconteça para o nosso bem, nem sempre o resultado, ao final, é positivo? Será mesmo que temos capacidade de decidir e discernir o que é bom e ruim como diz no livro?
Então queridos amigos e leitores, onde quero chegar é na seguinte questão. Não desanimem se algo não sair como planejavam. Nossa capacidade de saber o que é bom ou ruim é muito limitada, por isso, diante dos espinhos, das batalhas perdidas e dos sofrimentos da vida, tenham fé em Deus e acreditem sempre que, por trás de cada queda, decepção ou sonho destruído, há sempre uma grande lição que nos fortificará para enfrentar situações futuras com mais maturidade e discernimento. Como sempre digo, todos nós estamos a mercê das intempéries da vida, esteja em berço de ouro ou palha, o sofrimento, sempre baterá a nossa porta. O que irá nos diferenciar entre vencedores e perdedores é a forma de como o encaramos.
Por isso, mãos a obra rumo a superação de todos eles! Todos nós somos capazes de voar! :)
Grande abraço a todos vocês e que Deus estaja sempre dentro de nós!
Vitor